quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Manchando uma História

Nenhum clube brasileiro tem história comparável à do Club de Regatas Vasco da Gama. Da luta contra o preconceito à construção de São Januário, os capítulos que compõem a saga Cruzmaltina até dias cada vez menos próximos possuem as mais belas páginas.

Não se pode dizer que os recentes capítulos dessa história são igualmente belos graças a uma pessoa: Eurico Miranda. As atitudes deste pseudo-vascaíno, assim como suas conseqüências, tomaram tamanha proporção que é possível afirmar, sem nenhum receio, que expurgar o Club de sua influência figuraria entre as maiores glórias da nossa História (digo nossa porque, se ainda não deu para perceber, quem vos fala é um Cruzmaltino apaixonado).

O maior drama para os verdadeiros Torcedores é que, quanto mais distante estiver o dia da vitória, mais difícil será apagar os estragos frutos deste interminável período negro. O maior de todos com certeza é a associação feita atualmente entre o Club de Regatas Vasco da Gama e a figura deprimente de Eurico Miranda. De tanto afirmar e reafirmar ser o “dono” do Club, além da filosofia de que sua pessoa deve vir sempre em primeiro lugar (quem ganha é ele, quem manda é ele, a História pertença a ele, até os funcionários e jogadores são dele), quando se diz “Vasco”, o que vem à mente das pessoas não é Sua Torcida, não são os negros e mulatos de 23, nem São Januário, nem Ademir Menezes, Barbosa, Roberto Dinamite ou Edmundo. Quando se diz “Vasco”, vem a mente das pessoas algo que não poderia ser mais perfeito para sintetizar tudo que é antagônico aos ideais que construíram Sua maravilhosa História. Quando se diz “Vasco”, para vergonha e desespero dos verdadeiros corações Cruzmaltinos, o que vem a mente é Eurico Miranda.

Até quando?



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